Embora ainda não seja possível viajar no tempo, o ser humano ao menos pode imaginar como seria. Presente em séries, quadrinhos e livros, as viagens no tempo fascinam também através do cinema. Por meio dos filmes conseguimos viajar no tempo mesmo que naquele curto período de horas em que assistimos a ele. Seja na forma de comédia, drama ou até mesmo romance, imaginação e ciência se misturam num dos temas que mais fascinam dentro da ficção científica. Pensando nisso o blog decidiu trazer 5 filmes sobre viagens no tempo.

Questão de Tempo


Ao descobrir que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo, Tim logo se empolga e decide mudar algumas coisas na sua vida, incluindo o fato de não ter uma namorada. Como toda produção do gênero, é claro que tentar moldar a própria vida acaba dando errado e Tim termina por precisar fazer mais viagens no tempo do que pretendia, todas as vezes resultando em algo não desejado.

Além de uma linda história de amor, e mais do que isso, uma linda lição sobre a vida e as pessoas que importam para nós, o filme ainda tem a maravilhosa Rachel McAdams (eterna Regina George) no elenco.

Idiocracia


Em uma sociedade futurística onde as pessoas foram "idiotizadas", o protagonista, que havia sido acidentalmente congelado por anos até acordar ali, tem a missão de retornar para o passado. Até atingir o seu objetivo ele vai passar por muitas situações estranhas, incluindo perceber que agora é o ser humano mais inteligente da Terra.

Em certo momento me perguntei se o ano de 2505 não seria o nosso 2016: pessoas sem a mínima capacidade (ou vontade) de construir um diálogo (ainda mais quando o assunto é política) e que só veem o que querem ver. Apesar de ser comédia, possui uma clara crítica social. Mesmo que de início pareça absurda, a ideia funciona.

Feitiço do Tempo


Um jornalista viaja para uma pequena cidade a fim de cobrir o grande "evento da marmota" que acontece anualmente, mas as coisas passam a dar errado quando todos os dias da sua vida começam a se repetir.

O filme não é necessariamente de viagem no tempo, mas brinca com essa questão temporal. Ele mostra como pequenas coisas durante o dia fazem toda a diferença, e como às vezes não nos importamos com a forma como tratamos o mundo. Questiona a rotina e nos leva a refletir sobre como muitas vezes não damos a devida atenção às pessoas ao nosso redor e sobre como repetimos mecanicamente nossos dias.

O Homem do Futuro


Ao acidentalmente acionar um acelerador de partículas, Zero, um cientista frustrado, acaba voltando no tempo e agora vê-se diante da possibilidade de mudar seu passado: acabar com a humilhação que sofreu durante uma festa da faculdade e conquistar o amor da sua vida.

Posso dizer que o filme lembra bastante as produções americanas, como Efeito Borboleta, De Volta Para o Futuro, e o próprio Feitiço do Tempo que já citei aqui. E isso na não torna o filme ruim ou "uma cópia", na verdade é o que torna um filme nacional tão bom.

De Volta Para o Futuro


E claro, não podia faltar a franquia clássica: De Volta Para o Futuro. Quando acidentalmente viaja no tempo, Marty McFly volta para o ano de 1955, quando seus pais ainda eram adolescentes, e agora tem a missão de fazê-los se apaixonarem, caso contrário não conseguirá voltar para casa.

Além do primeiro filme a franquia possui mais dois, e todos eles incrivelmente conseguem seguir com a mesma qualidade de narrativa do primeiro. Por muitas vezes os mais jovens resistem em ver o filme, por ser uma produção antiga e por acreditarem ser o típico filme pastelão da sessão da tarde, mas muito mais para além disso, Back To The Future é um clássico. Marcou toda uma geração e influencia até hoje quando o assunto são produções sobre viagens temporais.

E aí? Convencido de que você pode viajar no tempo? Agora é só pegar a pipoca, chamar os amigos e viajar no tempo através da sétima arte.

Focado no que houve com Daryl e em apresentar os Salvadores, o episódio introduziu toda a estrutura e organização do grupo de Negan. Através da dor de Daryl, que preso numa cela teve que comer comida de cachorro e foi obrigado a escutar repetidamente a música "Town Called Malice" (a qual se tornou insuportável), o sadismo de Negan e seus seguidores apareceu mais uma vez. Toda a tortura foi motivada pelo desejo de mostrar a Daryl que ele não é tão forte quanto pensa e que ele precisa de Negan para sobreviver naquela nova realidade, assim como o líder dos Salvadores fez com Rick no primeiro episódio da temporada.

Durante o episódio Daryl tenta fugir, e consegue inclusive chegar ao lado de fora do cativeiro, mas quando pensa em subir em uma das motos dos Salvadores, os capangas surpreendem e aparecem. Negan mostra sua superioridade mais uma vez e lhe dá as opções: aceitar a proposta de se tornar parte dos Salvadores e acabar com a tortura, ou não aceitar e morrer. Daryl resiste bravamente e não aceita. Negan, ao contrário do que se esperava, ainda não o mata, tendo esperanças de que Daryl futuramente ceda e aceite.

Pudemos também conhecer a história de Dwight, capanga de Negan que assim como proposto a Daryl, passou a servir os Salvadores por não ter outra opção. Diferente dos outros Salvadores, que não têm dúvidas quanto ao que Negan faz e quanto ao que os manda fazer, Dwight não é fanático e nem apenas mais um devoto cego. Ele sabe que o que Negan faz é errado e fica claro que ele só o serve por acreditar que ninguém pode derrotá-lo. Acredito que ele ainda vá ter um papel muito importante na guerra que está por vir e que muito provavelmente irá para o lado de Rick, o qual pode ser sua esperança para derrotar o vilão.


E é com a frase "We're all Negan" que o poder de Negan se confirma. A frase representa a influência de Negan sobre seus subordinados e reforça a ideia de que tudo aquilo é muito mais do que apenas uma comunidade, quase como uma religião ou até mesmo uma seita. E nessa religião nós sabemos bem: Negan é o seu Messias.
Enquanto resolve mais um caso e lida com uma mãe superproterora e fanática religiosamente, Dean tem que lidar também com o oposto: com a a ausência da sua.

O caso começa com uma mulher ensaguentada sendo chicoteada por alguma força invisível ao entrar em uma igreja, logo depois morrendo. Dean e Sam investigam o que aconteceu e descobrem que enquanto viva ela trabalhava como assistente social. Ao visitar o antigo escritório da moça, Dean passa a achar que a sua colega de trabalho, que agora fora promovida ao seu antigo cargo, tenha sido responsável pela morte através de bruxaria, apenas para subir profissionalmente.

Porém, ao encontrar uma conexão entre o caso e uma família religiosa que mora isolada em uma fazenda (e que também tiveram uma filha morta), Sam discorda e passa a achar que o espírito da filha quer vingança, já que ela morreu pelo fanatismo dos pais, que por acreditarem que "só Deus salva" não permitiram que ela fosse ao médico.

Descobrimos que os dois estavam errados e que a garota que Sam acredita ser um fantasma está viva e mora em cativeiro no porão da casa. Sua mãe lhe mantém trancada por acreditar que seus poderes psíquicos na verdade são uma possessão demoníaca.



Tudo isso fez uma ponte com o plot das primeiras temporadas, quando Sam possuía poderes psíquicos. Mesmo fazendo com que a gente simpatizasse pela personagem e torcesse para que ela aparecesse mais vezes na série (e com isso trouxesse novamente o tema psíquico com ela), fomos surpreendidos com o final do episódio, que terminou com um dos Men of Letters matando-a. Eu sei que eles estão em solo americano para consertar o que acreditam ser as burradas dos Winchester, mas não consigo pensar em um motivo claro para terem matado a garota. Posso estar teorizando demais, mas, a única coisa que me vem a cabeça é a possibilidade deles estarem tentando exterminar jovens com poderes psíquicos, que agora estão de volta em massa e fazem parte de algum grande plano, e por isso representam ameaça. Será que teremos um feeling das primeiras temporadas novamente?



A abordagem do filler permitiu levantar questões não só religiosas, como também familiares, além de reflexões sobre o capitalismo. A primeira apareceu através do fanatismo religioso da família que num exemplo extremo de carolice não deixava a filha doente ir ao médico, a segunda através do relacionamento abusivo entre mãe e filha (e também através da preocupação de Dean em ter perdido a mãe mais uma vez), e a terceira através da reflexão que o pai faz sobre consumismo, corporações e o motivo de viver afastado da civilização.

Durante todo o episódio Dean tentou em vão entrar em contato com Mary, que não lhe dava resposta. Ao fim, acreditando ter perdido a mãe novamente, ele é surpreendido e recebe, para a sua alegria (e de todos os Hunters), uma mensagem de Mary avisando que estava sem bateria e que os ama. Mary já se tornou muito querida pelos fãs, e não só ela como Crowley e Cas fizeram muita falta no episódio.

Como eu havia teorizado em resenhas passadas, Mary parece ficar ausente por algum tempo, porém não defintivamente, o que se confirmou pela mensagem. Mary já se tornou essencial para a série, e eu realmente torço para que ela volte logo. É confortante ter a presença dela ali após tantas temporadas. Como ela mesma falou: "I'll always be mom". Não só para Dean e Sam, Mary se tornou mãe de um fandom inteiro.

Através de um episódio com uma narrativa menos ágil que a da Première e com bons efeitos, fomos apresentados ao Reino, que pode ser uma das maiores Comunidades com a qual já nos deparamos na série. A estreia de Shiva, criada digitalmente, conquistou todos os fãs, não só pelo trabalho absurdo de reproduzir uma personagem totalmente digital com tamanha realidade, como também pelo próprio carisma do animal, que já mostra ser uma peça importante na história.

O Reino é introduzido para o público através de Carol e Morgan, que são guiados para o local após descobrirem a identidade dos homens de armadura que os ajudaram quando os vimos pela última vez. Quando Carol recupera a consciência somos apresentados à Ezekiel, autointitulado Rei da Comunidade. Um homem educado, otimista, teatral e excêntrico, que possui ao seu lado a tigresa Shiva e que já deixa claro como tudo funciona ali.

Apesar de se mostrar maravilhada com o Reino na frente de Ezekiel e bastante grata pela ajuda, Carol na verdade não vê a hora de fugir dali. Acostumada com as péssimas experiências em Woodbury e em Alexandria, ela não acredita no Reino e afirma que as coisas naquele local são irreais, vendo mais uma vez um contos de fadas criado para confortar o vazio pós-apocalíptico humano.


Descobrimos que o Reino também faz parte das comunidades que devem trabalhos à Negan. Ezekiel parece levar tudo com muita diplomacia, apesar dos abusos por parte dos Salvadores, e mantém a relação em segredo dos moradores da sua comunidade. Talvez por isso tenha demonstrado tanto interesse em Morgan e Carol durante o episódio, por estar cansado da tirania do grupo e por isso pretender se fortalecer.

Ao saber dos planos de fuga de Carol, Ezekiel tenta mostrar a ela uma outra perspectiva da situação. Ele não impede sua saída, mas argumenta para convencê-la a ficar, contando a história de como se tornou o Rei Ezekiel e de como conquistou a confiança de Shiva. Talvez a sua conversa tenha surtido algum efeito, já que Carol não abandona o Reino e ao final recebe a visita dele com sua fiel amiga.

O episódio pode realmente ter sido devagar e com poucos acontecimentos, mas tudo foi necessário e propositalmente pensado para introduzir o novo arco, que necessitava de foco em seus detalhes e minuciosidades para que tudo fosse plenamente explanado. Mais do que uma série sobre zumbis, The Walking Dead se trata de uma série sobre relações humanas em condições antes impensadas e agora extremas, que explora até que ponto o ser humano chega para garantir a sua sobrevivência. Esperar que todos os episódios sejam como o da Première é errôneo, e mais do que isso, é até mesmo ingênuo.

E foi através de um Filler que fomos apresentados com mais profundidade ao drama de Mary Winchester. Após com certa dificuldade solucionar um caso em que pessoas morrem ao ouvirem um choro de bebê, Mary percebe que está enferrujada e que não pertence àquela realidade futurística de 30 anos a frente. Ainda não totalmente adaptada com as tecnologias e muito menos com a idade dos filhos, ela confessa seu sentimento de solidão, desconexão, desamparo, e principalmente, confessa a saudade que sente de John.

Todo esse aprofundamento foi interessante não só para trabalhar a personagem, como também para inserir com mais atenção a relação entre Mary e Castiel, o qual se identifica com o sentimento de não pertencimento. Cas passou pela mesma situação algumas temporadas atrás ao se tornar humano e perceber como a vida naquele meio era totalmente diferente da realidade que estava acostumado. O mesmo acontece agora com Mary, que anteriormente se encontrava numa realidade em que o marido era vivo, os filhos eram crianças e o mundo ainda não era tão evoluído tecnologicamente como hoje.

Mary aproveitou o momento de introspecção para cortar o cabelo, que inclusive combinou bastante com ela, mas nem mesmo com o novo visual a Winchester Mom conseguiu se sentir parte daquilo e sentir que aquela é a sua vida, declarando ao final do episódio que "precisa ir". Confesso que não vou aguentar perder a Mary mais uma vez, ainda mais por causa de uma crise existencial. Eu já havia teorizado que poderíamos perder a Mary a qualquer momento, mas não imaginava, ou pelo menos não queria, que fosse tão rápido. Eu sei que ela não morreu e que não é definitivo, mas acredito que ela vá ficar afastada da série por alguns episódios. Espero estar errado, porque a cada episódio eu aprendo a amá-la um pouquinho mais.


Enquanto Sam, Dean e Mary tentam solucionar o caso do choro do bebê, Cass e Crowley, ou melhor, Agentes Beyonce e Jay Z, unem forças para localizar Lucifer, que agora se encontra com Rowena, essa que a seu pedido finaliza um feitiço para tornar o novo receptáculo mais durável, o que eu gostaria que tivesse acontecido, porque realmente o ator combina com o papel. Ao contrário do que Lúcifer esperava, Rowena na verdade o engana e o feitiço o manda para o fundo do mar, de onde a bruxa afirma que ele irá demorar a voltar. Lucifer pode até demorar, mas acredito que quando retornar, vai mostrar que seria melhor nunca terem lhe tirado da jaula.

O alívio cômico do episódio se deu pela dobradinha entre Crowley e Castiel, o que só confirmou como funcionam bem em cena, não só dramaticamente como também através de um teor mais cômico.


Fillers geralmente deixam os fãs irritados por se afastarem do plot principal da série e não darem continuidade ao enredo, mas esse filler na verdade foi bem útil. Além de trazer toda uma introspecção à Mary, também serviu para não dar espaço para os roteiristas colocarem os irritantes Men Of Letters britânicos no episódio. O que me assusta é que com o afastamento da Mary e do Lucifer, tudo indica que os Homens das Letras vão ganhar mais espaço na série e serão o plot principal da temporada. Ainda é cedo pra criar grandes teorias, e por enquanto podemos esperar apenas que a série surpreenda.