Presidente do Clube de Celibato do McKinley High School, capitã das líderes de torcida e namorada do Quarterback do time de futebol. Essa é a realidade de Quinn Fabrey no início da 1ª temporada de Glee. Tudo muda quando ela se descobre grávida e imersa em uma série de acontecimentos que vão levando-a à três temporadas de altos e baixos durante o Ensino Médio.

No "Analisando Personagens" de hoje, a Coluna traz Quinn Fabrey e sua trajetória de percalços nas três primeiras temporadas de Glee.

Gravidez



Quinn sempre quis ser perfeita. Desde o início da série fica claro a preocupação com a imagem e com o que as pessoas pensam. Ao se descobrir grávida de Puck, ela tenta manter as aparências e esconder a traição de Finn, seu namorado. Ela o diz que o filho é dele quando na verdade é de Puck, e leva o segredo com a barriga — literalmente — até ser descoberta em uma cena pra lá de dramática.

Além da descoberta da traição, Quinn enfrenta o preconceito dos colegas ao ser mãe adolescente. Ela tem de deixar o time das líderes de torcida — pela sua saúde a do bebê —, além da presidência de celibato, já que grávida fica claro que ela não é mais virgem.

Quinn ainda é expulsa de casa. Tudo isso acaba com  imagem de garota perfeita e intocável que ela possuía na escola. Quinn agora é vista como promíscua e não mais com aquela imagem inatingível que possuía. Ela vê suas fragilidades serem expostas e tem que aprender a lidar com elas.

Lucy Caboosey



Na 2ª temporada Quinn dá a filha para adoção e retoma a vida que tinha no início da série: ela veste novamente o uniforme das Cheers e volta a ocupar o posto de capitã das líderes de torcida. Quinn está novamente no topo da pirâmide social da escola.

Durante a temporada ela se envolve com Sam, um novo garoto, e aprofunda as relações com o Glee. Mas como nem tudo são flores, Quinn vê sua vida ser exposta novamente ao vir a tona um segredo do passado: Lucy Caboosey. Seu antigo nome — Lucy — e apelido — Caboosey — são revelados durante a competição para o título de Rainha do Baile.

As fotos de quando usava óculos e era era gorda são espalhadas pela escola, o que faz com que a coisa que mais importante para ela — o título de rainha do baile — seja ameaçado. Mais uma vez Quinn fica com as fragilidades vulneráveis e vê seu castelo desmoronar. Agora todos sabem das plásticas e a personagem da Barbie não dura mais uma vez.

A série, que prega tanto a aceitação, de início peca ao passar a mensagem de que a nova Quinn é melhor e mais feliz do que a outra, por não ser mais gorda ou não ter mais uma aparência vista como "ruim". Isso muda quando Quinn acaba aceitando quem ela era e vestindo a camisa com o o apelido "Lucy Caboosey" na apresentação de "Bormn This Way". A série diz, enfim, que está tudo bem ser daquele jeito.

Fase rebelde



Na 3ª temporada Quinn muda radicalmente. Ela deixa o cabelo loiro e o rabo de cavalo para trás, sai das Cheers — desta vez por vontade própria — e pinta as madeixas de rosa, mudando as roupas e todo seu estilo. Ela passa a fumar e entra para um grupo de desajustadas do McKinley High.

No ápice do seu desajuste, Quinn atribui todos os seus fracassos ao Glee Club durante uma discussão com Mr. Schue, levando o professor a lhe dar um choque de realidade. Mr. Schue a lembra de que foi o Glee Club quem lhe acolheu quando ela mais precisou, seja quando ficou grávida ou no momento em que foi expulsa de casa. Ele enfatiza que a única pessoa com quem Quinn se importa é ela mesma e por fim a manda crescer.

Quinn acaba tirando a cor rosa do cabelo, mas mesmo quando deixa o visual rebelde de lado, ela continua com o objetivo de ter sua filha de volta. A fachada de garota boa é apenas para retomar a filha. Quinn planta evidências falsas no apartamento de Shelby, para que ela seja vista como incapaz de ter a guarda de Beth. Quinn também tenta fazer com que a mãe adotiva da sua filha demitida ao planejar conta para o diretor do McKinley High a relação que a professora teve com Puck.

Ao perceber quão errada estava, Quinn desiste do plano, recebe conselhos de Shelby e tenta voltar mais uma vez para as Cheers, mas desta vez não tem tanta sorte. Sue nega e ela percebe que seja com Beth ou com as líderes de torcida, nem sempre as coisas voltam a ser como eram antes. Alguns erros não podem ser consertados.

Cadeira de rodas



Na segunda metade da 3ª temporada, Quinn recebe outro arco: o da cadeira de rodas. Depois de ficar grávida, ter seu passado como Lucy Caboosey revelado, pintar o cabelo de rosa e entrar em uma fase rebelde, Quinn já teria pagado por todos os pecados de uma "mean girl". Eis que Ryan Murphy prova mais um vez o seu ódio por Dianna Agron e coloca a personagem em uma cadeira de rodas.

Quinn aceita ser madrinha de casamento de Rachel e Finn, mostrando a evolução e amadurecimento da personagem. É aí, quando está ficando em paz com ela mesma e voltando aos trilhos, que o desastre acontece. A caminho do casamento, o seu carro é atingido por um caminhão e Quinn passa a usar cadeiras de rodas até o fim da temporada.

O arco acaba humanizando ainda mais a personagem. Durante o período Quinn faz fisioterapia, se aproxima de Artie e aprende a como é viver nessa nova realidade. A cena de Quinn levantando da cadeira durante o baile é memorável, e ficou marcada na mitologia da série. É a representação imagética de que ela sempre se levanta, mesmo após tantas quedas.

Nesse mesmo episódio Quinn finalmente ganha como rainha do baile, depois de três incansáveis anos tentando. É quando se dá conta de que não precisa da coroa. Ser chamada de Lucy Caboosey ou ter perdido o título para Kurt nos anos anteriroes não importam. Nada disso importa mais. É só um título. A percepção disso vem após todo desenvolvimento dela ao longo dos três anos. Essa percepção não seria possível sem as vivências experimentadas.

Em um dos episódios finais, Quinn devolve o uniforme de líder de torcida para Sue, mas é surpreendida quando a treinadora a manda ficar com ele. Sue assume a admiração que tem por ela e por sua resiliência, que sempre a fez levantar e seguir em frente. A cena representa tudo que Quinn foi ao longo da vida escolar: a garota que queria acertar. Ela sempre quis ser perfeita, e em meio a tantos erros, ela foi a melhor Quinn que poderia ser.

Você já conhece Please Like Me? Please Like Me conta a história de Josh, um jovem adulto que se descobre gay e a partir disto acaba vivendo diversas outras descobertas. A série é inspirada pela vida do próprio roteirista e ator protagonista, que dá nome ao personagem principal, e trata a homossexualidade e as relações gays de forma leve e ao mesmo tempo real. Ao lado dos amigos Tom, com quem divide casa, e Claire, sua ex-namorada, Josh - e o público - são levados à uma série de situações que vêm a partir desta nova descoberta que o faz conhecer mais sobre a vida e sobre ele mesmo.

Ficou curioso? O blog listou 5 motivos para você assistir a série!

Família sem romantização


As relações familiares são mostradas de forma bastante real. Com pais separados e uma irmã recém nascida, Josh tenta conciliar as diversas famílias a qual pertence. As relações são mostradas de forma crua e não são romantizadas. A dramédia aborda inclusive como Josh lida com os problemas de suicídio e depressão da mãe.

Além disso, a relação de Josh com a irmã bebê é explorada e é engraçado ver como ele lida com esse novo ser humano em sua vida. Enquanto lida com a quase morta da mãe, ele lida também com o nascimento desse novo membro. Vivendo a vida inteira como filho único e sendo um egoísta nato, lidar com uma criança pode ser uma experiência bastante... diferente para ele.

Amigos: a terceira família de Josh


A vida fica mais fácil com amigos pra atravessar a jornada. É o que a série mostra quando nos apresenta à Tom e Claire, melhores amigos de Tom. São como se fosse a sua terceira família.

O laço familiar se torna inda mais intenso por Tom morar com Josh, e Claire por toda a bagagem que carrega pelo relacionamento que tiveram. De namorada ela passa à sua melhor amiga. Por mais que suma, e volte, e suma de novo, e volta outra vez, a amizade continua a mesma, assim como na vida real. Amigos de verdade podem passar o tempo longe que for, mas sempre serão nossos amigos.

Depressão e como lidar com ela


A mãe de Josh lida com a depressão e por vezes a doença é abordada nos episódios. Ao ser deixada pelo marido por uma mulher mais nova, isso acaba afetando ela de forma drástica. Rose tenta suicídio e chega a ser internada em uma clínica de reabilitação pelo filho.

Não só Rose, mas como Josh e as pessoas ao redor lidam com a doença é mostrada com bastante delicadeza e o espectador fica exposto ao fato de que a depressão não afeta apenas quem tem, mas as pessoas ao seu redor também.

Decobertas e primeiras vezes



Ao se descobrir gay Josh acaba fazendo milhares de de outras pequenas e grandes descobertas. E vivendo novas primeiras vezes também. A cada novo relacionamento Josh se descobre e se redescobre também.

Entre tantas experiências, Josh dá uma festa, vai a um acampamento e no meio disso tudo tem que aprender a lidar com a doença da mãe e com os próprios sentimentos. O público se descobre junto com Josh e sente, com ele, o gosto das suas primeiras vezes.

Relacionamentos líquidos



Os relacionamentos efêmeros são apresentados e é quase um tapa na cara da própria hipocrisia do meio LGBT. Os complicados relacionamentos homossexuais são apresentados com bastante verdade e abordam assuntos como traição, os riscos de DST's e os padrões impostos pelo meio.

Estamos suscetíveis a acabar um relacionamento a qualquer momento. Isso fica claro pelos diversos relacionamentos que Josh tem durante a série, como Geoffrey, Patrick, Arnold. Please Like Me é uma crônica sobre a vida, morte e os relacionamentos modernos. A série mostra quão frágil todos são e como estão propensos ao fim. Ao fim da vida, de um relacionamento ou de uma amizade.

Garotas problemáticas sempre foram um plot comum em séries adolescentes. Meninas com vidas desfuncionais são idealizadas e muitas vezes até mesmo glamourizadas na indústria. Mas, ao contrário do que acontece em outros produtos, em The O.C o público é apresentado aos altos e baixos da complicada Marissa Cooper de forma crua, e termina com um final que leva o espectador a refletir até onde uma vida tão autodestrutiva pode levar.

A trajetória de Marissa é marcada pelo gosto pela autodestruição. Ao longo das 3 temporadas, Marissa foge de casa, se envolve com um traficante, tem problemas com alcoolismo e até mesmo uma overdose. Sempre que está tudo dando certo, Marissa se autossabota. Ela só sente que está indo bem quando vai mal. Por vir de uma família disfuncional, Marissa nunca aceitou que as coisas poderiam sim ficar bem para ela. E sempre que isso acontecia, ela arranjava uma forma de pôr tudo a perder.

Na primeira temporada, Marissa é apresentada com problemas de alcoolismo e em um dos primeiros episódios já tendo uma overdose em Tijuana, durante uma viagem com os amigos. Além disso, os problemas com a mãe já se mostram presentes. Logo percebemos que Marissa não é apenas a garota popular e perfeita. Ela tem problemas reais e que precisam ser tratados.


O problema com o alcoolismo se estende por todas as temporadas. Para além dele, durante a primeira temporada, Marissa também se envolve com Oliver — um stalker perigoso — e tem pela primeira vez contato com um revólver, quando o jovem ameaça se matar. Mais a frente na série, Marissa viria a ter outro contato ainda mais perigoso com uma arma.

Além de Oliver e o alcoolismo, sua mãe, com quem tem diversos problemas, acaba ficando com o ex-namorado dela. A relação, que já não é boa, se vê abalada mais uma vez.

Marissa serviu de exemplo sobre o que não ser e ao mesmo tempo inspiração para superar os problemas. Quando afundada em situações difíceis, Marissa sempre conseguia superá-las — mesmo que isso significasse se envolver em outra ainda pior mais a frente —. Marissa era o significado de resiliência.

Na segunda temporada, Marissa foge de casa, se descobre bissexual e vai morar com a namorada. Marissa pode ser definida pela intensidade. Em uma das diversas tentativas de encontrar amor e ser correspondida, Marissa viu em Alex a parceria ideal.

A relação com a bargirl, porém, não dura muito quando Marissa, privilegiada durante uma vida inteira, se depara com um novo mundo ao dividir um pequeno e bagunçado apartamento com a companheira. A vida corrida de Alex para que possa sobreviver mostra à Marissa como ela não está preparada para amadurecer tão rápido.


Ao fim da temporada, Marissa atira em Trey, irmão de Ryan, durante uma discussão, e o ato tem consequências severas, que são exploradas psicologicamente na personagem durante a temporada seguinte.

Na terceira temporada, durante o último ano de colégio, Marissa entra em uma fase ainda mais pesada. Não bastasse o drama envolvendo o tiro de revólver no irmão de Ryan, os problemas com alcoolismo pioram e ela passa a usar cocaína. A garota ainda se envolve com um traficante de drogas, é expulsa do colégio e vai para uma escola pública.

Na nova escola, Marissa tem dificuldades de adaptação, mas tenta ser uma nova pessoa a partir daquele momento. Ao perceber que não vai conseguir, acaba se afundando novamente nos próprios problemas, principalmente ao se se envolver com Volchock.


Ao mesmo tempo em que sempre se vê imersa em problemas, ela amadurece ao ter que lidar com a falência financeira da mãe, o que acaba aproximando as duas. Em meio a erros e acertos, tudo que Marissa quer é acertar. Marissa, em um dos episódios finais da terceira temporada, tem uma conversa honesta com Ryan sobre como deseja ter uma vida normal, em paz.

Quando finalmente consegue ficar em paz consigo mesma e se ver longe dos problemas, Marissa acaba morrendo durante um acidente causado por Volchock, fechando um ciclo de 3 temporadas intensas. Por pior que possa ter sido, o final mostrou até onde uma vida tão inconsequente como a dela pode levar as pessoas.

O final não romantizou as atitudes de Marissa e mostrou o que provavelmente aconteceria na vida real com pessoas como ela. Não que ela fosse culpada da própria morte, mas em um nível extremado, a série deixou claro que algumas vezes um tipo de vida tão disfuncional como aquele pode não acabar muito bem.

Marissa sempre foi intensa e no fundo só queria ser amada. Com Luke, Oliver, Alex, Volchock... e principalmente com Ryan. Ela só queria ser correspondida na intensidade que merecia. Talvez ela não cometesse tantas besteiras, se, no fundo, acreditasse no amor que sentiam por ela.

Simples, delicada e divertida. Essa é a definição para o que temos em Anne with an E, série originl da Netflix. Adaptação do livro “Anne of Green Gables”, de 1908, da canadense L.M. Montgomery, a série nos apresenta a pequena e tagarela Anne (Amybeth McNulty), que depois de um erro no sistema de adoção, vaiparar na casa dos irmãos Marilia (Geraldine James) e Mathew Cuthbert (R.H. Thomson), que esperavam adotar um menino para ajudar nos afazeres da fazenda. Com sua mente brilhante e facilidade de enxergar beleza nas pequenas coisas, a jovem dá uma guinada na vida dos irmãos e também da pacata cidade de Anvole.

Ficou curioso? O blog reuniu 5 motivos que vão te fazer correr até a Netlix para começar a maratona e se apaixonar pela série.

Anne

A menina de apenas 13 anos nos encanta logo nos primeiros momentos em cena, com todo o seu falatório e paixão por usar a imaginação. Ela não consegue esconder sua empolgação  por finalmente estar sendo adotada — depois de passar diversos abusos em lares adotivos . Com toda sua maturidade, a adorável Anne vai contra tais regras e costumes dos irmãos e também dos moradores da cidade, mostrando a todos um novo olhar para a vida. A jovem também é uma amante de livros que saboreia cada página que consome, onde encontra um refúgio da realidade em que vive.


Temas importantes

Mesmo se passando no início do século XX, a série retrata temas importantíssimos da nossa realidade. Racismo, machismo, homofobia, feminismo, ganancia, bullying, diferença entre classes, problemas de autoestima e tipos de famílias: tudo isso de uma forma impecavelmente delicada e responsável, com diálogos simples e bem construídos.

A história dos personagens vai se desenvolvendo junto com os conflitos internos de Anne, fazendo o telespectador se identificar com algum deles. Logo no começo, Anne não consegue entender porque não pode ajudar na fazenda apenas por ser uma garota, e também mostra seu total desinteresse em se casar e ter uma casa com marido, algo que suas amigas da nova escola tanto almejam. 


Fotografia

Se você gosta de séries de época, vai amar Anne com seu incrível ambiente rural. A direção de arte acerta em cheio trabalhando o aspecto de vida do campo, mostrando o modo de viver daquele tempo com belas e gloriosas imagens de paisagens, nos fazendo sentir uma forte nostalgia. O clima das cenas às vezes soa como o de um conto de fadas, até mesmo em certos momentos sombrios


Família

O ponto forte da série é a definição de família. De uma forma nada convencional, Anne é adotada por dois irmãos idosos. Rachel, a vizinha fofoqueira e toda Anvole, criticam essa decisão dos irmãos com comentários maldosos e preconceituosos. Mas engana-se quem pensa que a relação dos três é de pais com filha. Marilla, com seu jeito sério e cheio de regras, e Matthew, um homem tímido e humilde, se afeiçoam tanto a Anne que única coisa que importa para eles é protegê-la, e aos poucos eles vão percebendo que certas coisas não tem tanta importância para serem faladas.


Para todos os públicos

Uma série leve, divertida e encantadora, que pode  e deveria ser uma obrigação  ser assistida por todas as idades, desde crianças a idosos. Anne with an E tem apenas duas temporadas que podem ser assistidas rapidamente, cada uma contendo 7 e 10 episódios, respectivamente. Enquanto aprendemos as lições ensinadas por Anne, nos apaixonamos pelos personagens e também aprendemos a importância de temas ainda tão discutidos no nosso século.



Você já conhece Young Sheldon? Young Sheldon é um spin-off de The big Bang Theory, exibido pela CBS, e conta a infância e trajetória acadêmica do icônico Sheldon Cooper (Jim Parsons), personagem que ganhou o público a partir das suas particularidades excêntricas. A série que deu origem à Young Sheldon está na 12ª — e última temporada —, para a tristeza dos fãs, que não são poucos, a série é uma das mais assistidas da tv americana.

Para matar a saudade da série original que chega ao fim, o blog decidiu listar 5 motivos que vão te fazer querer ver o spin-off Young Sheldon, e suprir a falta de The Big Bang Theory!

É o pequeno Shelly

A série mostra o início da vida de Sheldon (Iain Armitage): as dificuldades de ser um gênio não compreendido  às vezes mal interpretado — e os desafios de encontrar amigos no Ensino Médio tendo nove anos de idade.

Questões importantes

Trata de questões que geralmente não desperta interesse nas crianças, mas não é proibido para o público infantil. Assuntos como desentendimentos familiares, religião e relacionamentos são amplamente explorados com traços marcados pelo humor.

Contraste

O humor do seriado contrasta o jeito irônico com o gênio do jovem Sheldon, e mostra os desafios de reconhecer o sarcasmo. O jeito encantador que o pequeno Shelly tem de não entender relações e interações humanas básicas é a razão do personagem ser como é.

Família Cooper

A série mostra de forma abrangente a família Cooper. Mary (Zoe Perry), a mãe superprotetora de Sheldon, é uma mulher religiosa e muito carinhosa com todos. George (Lance Barber), o pai, é treinador do time de futebol da escola. Apesar de dedicado, não entende o pequeno gênio. O irmão mais velho, George (Montana Jordan); a irmã gêmea de Sheldon, Missy (Raegan Revord) e a vozinha nada recatada, Meemaw (Annie Potts), também aparecem.

Cada episódio uma aventura

Além dos episódios serem curtos, em média 20 minutos — o que é perfeito para quem desfruta de um cotidiano atarefado —, a maioria deles são independentes, de maneira que o telespectador pode assistir fora da ordem, não alterando na compreensão.

Young Sheldon é uma série leve, graciosa e engraçada para fãs de The Big Bang Theory entender melhor o personagem principal e o que se passa na sua cabeça. Para os que não conhecem a série é uma oportunidade de conhecer a versão mirim de uma das figuras mais esquisitas e amadas do universo seriemaníaco.