A 4ª temporada de Grace and Frankie estreia dia 19 na Netflix e vem cheia de novidade, incluindo Lisa Kudrow, eterna Phoebe de Friends, no elenco. Nada mais justo do que o site recapitular tudo o que aconteceu na última temporada e teorizar sobre o que nos aguarda. Concordem ou não, o fato é que a 3ª temporada foi a melhor até aqui. Ela marcou o crescimento dos personagens de diversas maneiras.

Cada personagem, incluindo os filhos da Grace e da Frankie, possuem histórias particulares e que foram exploradas mais do que em outras temporadas: Coyote e o problema com o alcoolismo, Brianna e a autossuficiência, Mallory e os problemas com o casamento e a vida de mãe. Isso tudo foi essencial para criar um vínculo maior com o restante da história, principalmente a Mallory, que desde o início da série sempre pareceu afastada e desconexa dos demais personagens. O aprofundamento dado para os seus dramas com filhos e com o marido foi essencial para humanizar a personagem e incluí-la verdadeiramente na vida dos outros personagens.


Diferente da Mallory, de todos os filhos, a Brianna sempre foi a que esteve mais presente na vida de Grace, Frankie, Robert e Sol. Brianna é obviamente a que mais brilha ali dos quatro filhos, e dessa vez não foi diferente, mesmo dividindo o brilho com a irmã. A independência e autossuficiência dela é algo que inspira e que funciona muito bem na série. Ela se basta e é feliz estando apenas consigo e o emprego, e é o que se deve boa parte de todo esse brilho dela.

Além dos problemas dos filhos, a série aprofundou também as questões dos pais. É incrível a forma como sempre conseguem ir mais a fundo em um dos plots precursores da série: a traição de Robert e Sol e o fato de terem se escondido por tantos anos. O passado e a aceitação da homossexualidade é um processo constante para eles, que estão frequentemente descobrindo o que implica socialmente ser um casal gay e que dia após dia estão aprendendo qual tipo de casal querem ser. Dessa vez Robert decidiu contar para a mãe, e mesmo ela não tendo aceitado muito bem e morrendo pouco tempo depois de dizer algumas coisas não tão agradáveis, aquilo foi necessário para que ele ficasse em paz consigo.


Toda essa atenção para as "tramas base" dos personagens nos faz lembrar sobre o que a série é e o que a move, e faz com que ela não desvie do que propôs desde o começo. O que mais agrega numa série é quando os plots dados aos personagens seguem com a história que foi proposta a eles desde o início. E isso não significa ser repetitivo ou não andar com o enredo, mas desenvolver o personagem dentro das características psicológicas dele e tendo coerência com o que foi apresentado. É o que a temporada fez, principalmente com o Coyote, que até conheceu uma garota no grupo de Alcoólicos Anônimos, o que lembra o público de uma parte importante que compõe o personagem. Ou como foi feito com Brianna, que até com um garoto de programa se relacionou, o que foi aproveitado para trazer mais uma vez a questão da sua autossuficiência dentro disso. Ou como foi feito principalmente com a Mallory, que finalmente teve suas vulnerabilidades exploradas e relações aprofundadas, o que a engrandeceu de uma forma incrível e a tornou mais presente na série. E também Bud, que agora tem uma namorada e gerencia a empresa do pai. De todos ele é o que tem a vida mais estável em diversos aspectos, tanto profissional como pessoal.

Já Grace e Frankie, diferente de Bud, possuem uma vida nada estável, tanto afetuosamente como profissionalmente. E não tem nada de errado nisso, mesmo aos 70 anos, crescer continua sendo um processo contínuo. Nessa temporada elas lutaram para emplacar o negócio de vibradores para terceira idade, e é muito legal ver que mesmo com 70 anos elas ainda possuem objetivos e veem um horizonte. Fica bem claro: a idade não as para, e nem deveria. Isso é o que move a série desde o início, e elas terem a perspectiva de um negócio só reforça essa premissa e a fome de vida delas. Isso inspira quem assiste também. Mesmo quem não é mais velho acaba se sentindo inspirado, porque o sentimento de desesperança por muitas vezes é algo bem comum a todos.


Em meio a toda a loucura das suas vidas conturbadas, Grace e Frankie ainda têm que achar tempo para promover a tal ideia do vibrador. Uma das melhores situações envolvendo isso é quando elas vão apresentar o produto para um grupo de senhoras e só depois elas descobrem que na verdade são um grupo de religiosas. No fim todas acabam aceitando a ideia e isso é bem bacana. A série mais uma vez não glamouriza ou cria uma ilusão do que é a velhice, pelo contrário, ela nos lembra das dores físicas, da dor na coluna e que sim, tomaremos alguns remédio quando chegarmos lá, o que não quer dizer que a série trate Grace e Frankie como inválidas ou que tudo isso as impeça de fazer qualquer coisa.

Parece que a cada temporada que passa Grace e Frankie rejuvenescem mais dez anos. Elas não possuem limites e cada vez mais vivem experiências ainda mais intensas, seja fazendo um strip em uma boate como foi na primeira temporada, fazendo a própria exposição de quadros como fez Frankie, ou lançando uma empresa aos 70 anos.

Se antes Grace e Frankie já eram incríveis em cena uma com a outra, agora elas tiveram definitivamente a melhor química até aqui. A temporada conseguiu aprofundar ainda mais a amizade das duas, seja através da empreitada dos vibradores ou levantando questões importantes, como o porte de armas. A forma como uma cede à outra apenas para continuar tendo o que elas têm ali juntas é lindo, e é o que a série mostra quando em vários momentos elas cedem para continuar levando a empresa de vibradores a frente ou quando Grace desiste de ter uma arma em casa. E isso é sobre o que a amizade deveria ser, não é?


Outro ponto importante foi que Brianna mais uma vez teve sua relação com Frankie aprofundada, e até emprestou dinheiro para ela levar o projeto dos vibradores a frente, mesmo que pedindo para que sua mãe não soubesse. É claro que isso não deu certo e Grace acabou descobrindo. É lindo ver uma mulher tão forte como Brianna na série, que dá suporte e tem sempre tudo sob controle, seja emocional, profissional ou financeiro.

Espero ver mais uma vez essa relação Brianna e Frankie na nova temporada, e espero também ver como Robert e Sol vão conduzir a relação deles de uma forma mais "aberta", como mostrou no trailer. A 4ª temporada já tá bem aí e torço para que a Mallory se encontre como além de mãe, e que aprofundem a relação dela com o Coyote, que até agora só ficou subentendida. Torço também para que a personagem da Lisa Kudrow seja importante e que continuem aprofundando as histórias pessoais de cada um, principalmente o Coyote com o AA. Não sabemos se isso tudo ou pelo menos uma dessas coisas vai acontecer, mas algo é certo: Grace e Frankie vão continuar ficando cada vez mais jovens.


De uns anos pra cá as séries adolescentes deixaram de abordar apenas os problemas e dilemas da idade e se tornaram mais complexas, passando a introduzir tramas que envolvem mistérios e assassinatos. O clichê adolescente de namoros e rivalidades parece não ser mais o suficiente, e tudo bem até aí, se não fosse por um pequeno fator: a "Síndrome de Pretty Little Liars".

Uma grande leva de séries teens com serial killers e adolescentes bancando os detetives vieram depois de PLL , como Scream, Scream Queens e agora Riverdale. Acontece que PLL desgastou bastante o formato, tanto pela demora em resolver mistérios como pela falta de credibilidade quando os resolvia, sempre subestimando a inteligência da audiência. Isso cansou o público e também deixou as pessoas com um pé atrás quando se trata de produções desse segmento.

Riverdale havia ganhado bastante destaque na sua primeira temporada por trazer uma trama que mesmo com um mistério de "quem matou" colocava os dramas adolescentes como ainda sendo o foco, ou um dos focos: a série começa a partir da morte de Jason Blossom. Quando Jason é dado como morto, muitos questionamentos são levantados e a vida na pacata cidade de Riverdale muda completamente. Ela e seus moradores definitivamente não são mais os mesmos. Cheryl Blossom, irmã gêmea de Jason, é a última pessoa a vê-lo e se torna uma das suspeitas. Ao passo que isso acontece, outros personagens também vivem seus dramas pessoais. Archie tem que lidar com a dúvida entre futebol e música, o relacionamento com a própria professora e com os sentimentos de Betty por ele, sua amiga de infância. É quando Veronica chega na cidade e tudo se complica: Archie se envolve com Veronica ao mesmo tempo que ela se torna amiga de Betty.



A primeira temporada foi bem amarrada e criou todo um universo em volta da cidade e do mistério principal: a gravidez de Polly, a guerra a la Montéquios e Capuletos entre as famílias Cooper e Blossom, o romance de Archie com a professora e a sua dúvida entre o futebol e a música. Na verdade o mistério estava ali e importava, mas não era o grande trunfo, o que prendia o público. Riverdale prendia pela proposta ousada de trazer uma série teen gostosinha como não se via a muito tempo, sem o enfadonho serial killer que todos tentavam descobrir a qualquer custo. Havia um "quem matou", mas era isso e só isso, sem mortes contínuas.

A 2ª Temporada parece ter perdido a mão com o fim do mistério principal (que esse sim fazia sentido e tinha uma utilidade para girar as demais tramas) no que propunha desde o começo. O que nós vemos agora é mais do mesmo: adolescentes bancando a turma do Scooby Doo e tentando descobrir quem está matando os "pecadores" da cidade. Parece até que os produtores realmente acham que o público ainda quer isso. O ideal para Riverdale seria focar nos mistérios e dramas pessoais de cada personagem, com aquele típico clima de série que se passa em cidade do interior. A falta de uma série teen em que os problemas adolescentes sejam apenas os problemas adolescentes é grande, e Riverdale parecia suprir um pouco isso.

A série entrou em hiatus com um suposto Black Hood descoberto, mas como PLL bem nos ensinou, é claro que o Black Hood não é um estranho aleatório sem importância. Ou pode até ser... já que ninguém sabia da existência da irmã da Spencer até o final da série. O fato é que foram 3 "-A's" em PLL, sem contar as esporádicas e as de Scream e Scream Queens. Tanto desgaste assim deveria ter ensinado que nós não precisamos de mais uma -A.

Caracther Development é o nome que se dá ao crescimento de um personagem durante toda a série. Ao passo em que os problemas e adversidades vão acontecendo, o personagem amadurece e aprende a lidar com as coisas de uma forma um pouquinho mais adulta, e isso implica em errar e quebrar a cara diversas vezes. Para a estreia da coluna Analisando Personagens, escolhemos Jenny Humphrey, a outsider do Upper East Side.

Jenny cresceu no Brooklyn e quando passa a estudar numa escola para meninas da alta sociedade nova-iorquina, ela se vê impressionada por todo aquele mundo de luxo, poder e controle. No começo da série já é perceptível todo o deslumbre dela sobre aquilo, principalmente sua admiração por Serena, e em especial, por Blair. Se no começo ela queria apenas fazer amigos, em algum momento da jornada tudo o que ela passa a querer é fazer parte daquele mundo e se sentir uma daquelas garotas. Mais do que isso, ela passa a querer ser a nova Blair e consequentemente a nova rainha da Constance Billard School for Girls.


Durante sua jornada por popularidade e aceitação, Jenny aprende que precisa de muito mais do que boa vontade para ser a Blair, ou ao menos uma Upper East Sider. É preciso jogo de cintura para lidar com os meandros adolescentes da alta sociedade. E tudo isso já na primeira temporada, com apenas 14 anos. Essa diferença de idade com os outros personagens é outra coisa que a distancia do mundo deles, tanto que "Little J" passa a ser seu apelido, uma ótima alusão ao quão pequena Jenny se sente no meio daquelas pessoas.

Ao aceitar ser a escrava pessoal de Blair, fazendo todas suas tarefas, Jenny começa aos poucos a integrar o mundo das garotas que ela tanto admira. Se de início Blair e as mean girls veem Jenny como ingênua e até tentam fazê-la ser pegue pela polícia numa noite do pijama regada de desafios perigosos (para que prove estar apta a fazer parte daquele mundo), elas logo percebem estarem erradas. Jenny cumpre tudo com maestria e consegue inclusive se passar por Blair para que a polícia não a prenda na loja de Eleanor Waldorf, encerrando o episódio com aquele close maravilhoso no elevador da casa da Queen B. É aí que a rainha da Constance começa a ver o potencial de Jenny, mas é só quando Blair é vítima de um boato terrível que ela tem a certeza de que Jenny não é tão ingênua assim. Jenny aproveita o momento de crise no reinado de Blair para tomar o seu lugar e controlar as outras garotas.


Em meio a boatos, trapaças e até o roubo de um vestido, Jenny rouba também a vida de Blair. A Little J joga iogurte na sua cabeça, rouba Nate, o leva num jantar em que Blair organiza para tentar recuperar a popularidade e espalha fofocas para a Gossip Girl. A guerra pelo reinado é acirrada e é só quando a sexualidade do namorado de Jenny e a farsa sobre sua virgindade são reveladas que ela é definitivamente destronada e volta de uma vez por todas ao fundo da cadeia social.

Acredito que grande parte do público se identificou ali, buscando reconhecimento e aceitação a qualquer custo. A pressão para sermos aceitos nos acompanha durante toda a vida, mas é na adolescência que isso se intensifica e se torna mais presente. Claro que na série isso é levado a níveis extremos e a uma realidade distante, mas os sentimentos em que se baseiam os acontecimentos é algo bastante comum aos espectadores.


"I lied, and I stole, and I lost the respect of my family, for what? So I can be like you? You asked me before if it was all worth it. And my answer is it's not."

É com essa frase que o ciclo da primeira temporada se encerra. Jenny é ambiciosa e desde o início mostrava uma necessidade irreversível por aceitação. Ela gritou por ajuda muitas vezes, mas ninguém parecia ouvi-la. A única forma que ela conseguiu para lidar com isso foi seguindo em frente, o que na maioria das vezes significava cometer os mesmos erros. Eu sempre fui Team Little J pelo fato de que ela precisou lutar para chegar onde chegou, ao contrário da Blair que sempre teve tudo na mão. Com o fim da guerra pelo trono da Constance nós achamos que Jenny realmente voltaria a ser a garota ingênua do começo da série, mas nós somos surpreendidos pela 2ª temporada.


A 2ª temporada marca uma mudança radical em Jenny, começando pela aparência. Jenny assume um visual e uma personalidade mais rebelde, tanto através das roupas e do corte de cabelo, como também da maquiagem pesada. É claro que sabemos que foi por causa da Taylor Momsen, que pediu para combinar o estilo da personagem com o seu na vida real, mas a mudança foi super positiva e contribuiu sim para a narrativa. A mudança na aparência representa bem seu sentimento ali: alguém que foi bastante ferida e que vê a necessidade de se reinventar. Se antes ela tentava ser aceita através do colégio, ela agora tenta isso entrando no mundo da moda. A jornada por aceitação de Jenny poderia muito bem ter parado ali com o que acreditávamos ser o fim da rivalidade com Blair (que pelo contrário, estava longe de acabar), mas a 2ª temporada mostra como estávamos enganados.

Jenny cresce de diversas formas nessa temporada. Ela está ciente de que não precisa de Blair ou das amigas ou de popularidade alguma para ser aceita, e deixa isso claro diversas vezes, tanto que quase acaba largando a escola. Jenny tenta se emancipar, foge de casa e acaba até indo trabalhar com a mãe de Blair, o que não dá certo e ela termina se demitindo, provando mais uma vez que agora sabe o seu valor. Aos poucos ela vai se dando conta que ninguém precisa lhe dar a importância que só ela mesma pode dar, mas de alguma forma continuando sempre insegura e perdida naquele mundo.


Todo esse crescimento vai por água abaixo quando Blair ao fim do Ensino Médio coroa Jenny como rainha da Constance, que é o pontapé para o enredo da terceira temporada. Quando Rufus vai morar com Lily, Jenny passa a oficialmente fazer parte do Upper East Side, embora sempre sendo vista com um pé atrás por quem nasceu ali dentro. Isso acontece ao mesmo tempo em que ela se torna rainha da Constance. De início Jenny tenta pôr a vida nos trilhos mais uma vez, ela até se esforça para acabar com a hierarquia social do colégio e propõe um novo modelo social para a escola, o que não é aceito e logo ela passa a assumir a postura de Evil Queen que tanto ansiávamos para que ela assumisse.


"What's wrong with me?"

Parece que algo sempre arrasta Jenny para problemas e para o jogo de poder do Upper East Side. O fato é que Jenny sempre foi uma garota problemática, e o caminho que ela leva na 3ª temporada lhe deixa no mesmo patamar que o de Serena antes de ir para o colégio interno. Ela passa a se envolver com um traficante, quase perde a virgindade com o cara (que não dá a mínima para ela e isso faz com que ela se sinta a pior pessoa do mundo) e mais uma vez passa por cima de amigos, família e pessoas que se importam com ela (inclusive para triunfar no baile de debutantes). Fica claro que o Upper East Side é tóxico para ela. O jogo ficou mais pesado, e Jenny parece não ter mais controle ou tanta certeza assim de onde quer chegar como tinha na primeira temporada, ela só sabe que quer continuar indo.


"Miss Jennifer Tallulah Humphrey. Escorted by… Mr. Nathaniel Archibald."

O baile de debutante é o que marca a visão da série sobre a Jenny: ela pode estar em qual situação for, ela sempre acha uma saída. Jenny mostra mais uma vez seguir o conselho de Blair: "you need to be cold to be a queen". Em um único episódio ela usa Nate e destrata e passa a perna em Eric e Blair, o que nos lembra que Jenny sempre usou as pessoas. Foi assim durante a guerra de popularidade com Blair e foi assim na sua tentativa de entrar no mundo da moda. Usando as pessoas ou não, o fato é que Jenny sempre achou uma saída. Quer dizer, quase sempre... a única saída que ela não encontrou foi para o ultimato de Blair para que fosse embora de New York.


"When are you gonna get it? For three years, you've tried to worm your way into our world, but you will never be a part of it no matter what you do. This isn’t copycat dressing at Constance. Or dropping dairy on your best friend to prove a point."

O final da jornada de Jenny na 3ª temporada deixa bem clara essa sede por aceitação, como quando Blair visita seu apartamento e joga na cara dela que ninguém a ama, nem mesmo seu pai, ou quando Eric encontra ela chorando e ela afirma que todos a odeiam. Todos que amou, e que a amaram, ela decepcionou. Jenny pra mim foi a mais intensa da série. Ela sempre soube o que queria e como chegar lá, mesmo que tenha se perdido no caminho. Mesmo em meio a toda a loucura daquele mundo, ela nunca desistiu e nunca baixou sua cabeça. Todos julgam ela pelos erros cometidos, mas idolatram a Blair pelos motivos que odeiam a Jenny. O fato é que Jenny sempre foi incompreendida. No fim das contas... ela era apenas uma garota que precisava ser amada.

Você já conhece Girl Meets World? Girl Meets World é uma série da Disney que narra as vivências e as experiências de Riley Mattews. A abordagem de temas mais maduros, como feminismo e bullying (assuntos que antigamente não se viam na Era de Ouro das princesinhas da Disney) permitiu que se tornasse um sucesso entre todas as idades. Se você ficou curioso pra saber mais sobre a série, aí vão 5 motivos que vão te fazer querer correr pra Netflix e começar a maratona agora mesmo!

Spin-off


Girl Meets World é um spin-off de uma das maiores séries de sucesso da ABC nos anos 90: Boys Meets World (conhecida no Brasil como "O Mundo É Dos Jovens"). A queridinha dos anos 90 narrava a vida e as descobertas de Cory Mattews. Como o próprio  nome sugere, ele é o garoto que conhece o mundo, vivendo e aprendendo sobre os sabores e dissabores da adolescência. A série teve 7 temporadas e agora segue com Girl Meets World da Disney, que conta a história de Riley Mathews, filha de Cory Mattews. A serie traz parte do elenco original, como os atores que fazem Cory e Topanga, e muitos outros personagens da aclamada série aparecem também em episódios recorrentes. Isso é um dos elementos que faz com que Girl Meets World agrade diferentes públicos: o antigo, pela nostalgia de ver novamente os personagens preferidos da adolescência, e o novo, que se encanta com as descobertas de Riley e os amigos.

Lições de vida


A cada episódio uma nova lição é aprendida pelos personagens e é impossível você não sair sabendo um pouquinho mais sobre a vida. As lições não são nada sutis e são passadas quase que de forma didática pelo pai da Riley, que é também o professor de história dela. É muito legal a forma como as lições dadas na sala de aula se interligam com a vida pessoal da filha e dos amigos.

Temas importantes


Temas mais maduro são amplamente explorados pela série, como feminismo, comunismo (mesmo que a visão dos Estados Unidos sobre o assunto) e bullying, por exemplo. A série ganha pontos por isso, se mostrando mais madura do que os produtos anteriores da Disney.

Rowan Blanchard e Sabrina Carpenter


O carisma das protagonistas e a química em cena são alguns dos principais fatores que fazem a série funcionar. Elas dão muito certo juntas e mais do que acompanhar a vida das personagens, a gente acompanha também o crescimento delas como atrizes e artistas dentro do seriado.

Magia Disney


Disney entrou em um buraco sem fim após o fim das séries da Demi, Miley e Selena, as icônicas Sunny Entre Estrelas, Hannah Montana e Os Feiticeiros de Waverly Place. Girl Meets World consegue trazer de volta toda essa magia dos seriados da Disney com qualidade e uma história que cativa, assim como nos tempos áureos do canal.

Dynasty é um reboot da série de mesmo nome que foi sucesso nos anos 80 e narra a vida da família Carrignton. Blake é dono de uma grande empresa e se vê no centro de uma polêmica quando Matthew, funcionário da Carrignton Atlantic, morre em um acidente que não foi tão acidente assim. Cristal, com quem Blake se casa, acaba se tornando uma das suspeitas e a partir daí ela descobre que ser um Carrington requer lidar com escândalos e segredos. Ao mesmo tempo ela também trava uma batalha com Fallon, a filha mimada de Blake. Tudo que Fallon quer é ser COO da empresa, e ao ser colocada de lado pelo pai para que Cristal assuma o cargo, Fallon declara guerra à madrasta.

Inicialmente a série tenta ser uma mistura de The OC com Revenge e principalmente Gossip Girl. Eles bateram tudo no liquidificador e saiu esse reboot. Acredito que tenha bem mais elementos dessas séries do que da trama original em si. Exemplo disso é que na versão original Mattew não morria no primeiro episódio, e pelo contrário, é personagem recorrente durante toda a primeira temporada. Muitos outros pontos também são modificados ou deixados de lado, tanto para trazer a série à realidade de 2017 como também para que fique mais ágil e acredito que sim, mais parecida com essas outras séries, o que não é ruim e também nenhuma surpresa, já que os criadores e produtores dessa versão são os mesmos de The OC e Gossip Girl, que possuem dinâmicas bem parecidas.


A semelhança com The OC se torna visível através da Cristal, que cai de paraquedas na família Carrignton, o que lembra o Ryan, que como já diria a dublagem do SBT, é um estranho no paraíso. Ela tem que se adaptar com tudo o que está acontecendo e com as novas pessoas ali, principalmente por ser mulher, o que a afasta ainda mais do mundo corporativo e do cargo de COO que ela agora desempenha, e por ser latina, o que a afasta da realidade dos Carrignton, uma família branca. Além dela, também somos apresentados ao sobrinho Sammy Jo, que passa a morar na mansão e que também lembra bastante essa trama de estar incluso num mundo ao qual você não pertence.

Na versão original Sammy Jo era uma menina, já nessa ele é um homem gay e faz par romântico com o Steven, filho de Blake. Na versão original ele não era latino e nem sua tia Cristal. Ponto positivo pela representatividade que a série traz ao incluir personagens gays e não brancos em papel de destaque. Essa representatividade aparece não só através deles, mas também através da família Colby, que nessa versão é uma família negra. Diferente de Cristal e de Sammy Jo, a família Colby não teve tanto destaque assim até agora, o que eu torço para que mude, já que eles possuem uma trama muito interessante e que pode sim ser posta em destaque.


Por mais que a série seja parecida com The OC e principalmente com Gossip Girl em diversos aspectos, como no fato de possuir vários cliffhangers e escândalos acontecendo o tempo inteiro, ou de ter um grupo (que no caso é a família Carrignton) no centro da mídia e das atenções, a forma como é executada ainda é muito vaga e precisa de mais para poder crescer e ter vida própria. A mansão é vazia. A empresa é vazia. Parece que não existem pessoas ali além daqueles poucos personagens principais. Seria legal encher e dar vida à mansão e à empresa. Uma solução como incluir mais personagens (principalmente pertencentes à família Carrignton, como a ex-esposa de Blake que já foi citada, ou algum irmão, ou até mesmo algum filho desaparecido como na versão original) e mais foco em tramas e personagens secundários. A família Colby é ainda pouco explorada, e seria legal ver mais deles.

Os personagens são carismáticos, o desempenho deles não decepciona e isso não é problema, muito menos o fato de ser semelhante às séries citadas. Se Dynasty fosse só só parecida com essas séries, eu tenho certeza que seria um grande sucesso. O que não agrada é a falta de um universo mais amplo e a falta de profundidade com que a série ainda é explorada. Mudar isso ajudaria bastante, e convenhamos... mudar aquela abertura também.