[FILMES] Cidades de Papel | Review

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Aproveitando que vão lançar um novo filme do John Green próximo ano (Deixe A Neve Cair), decidi escrever aqui no blog sobre o último filme dele, Cidades de Papel. Pensei em escrever sobre A Culpa É Das Estrelas, mas quem não conhece? Acho que já tá todo mundo saturado. É tipo o "Um Amor Pra Recordar" dos 2010's. rsrs

Cidades de Papel conta a história de Quentin, um garoto que está no último ano do Ensino Médio e que desde a infância é apaixonado por Margo, sua vizinha e ao mesmo tempo garota mais popular da escola. Calma. Não é clichê como parece ser. Quentin acredita que cada pessoa tem seu milagre e que Margo é o seu, porque, dentre tantas ruas e tantas casas para morar, ela foi acabar logo ali, do seu lado. Os dois eram amigos quando criança, mas acabaram se afastando conforme os anos foram passando. As coisas parecem mudar quando em uma noite completamente atípica, Margo aparece no quarto de Quentin e o chama para ajudá-la em uma missão: vingar-se do namorado que a traiu com a melhor amiga. Eles acabam vivendo uma perigosa aventura pela madrugada e depois disso Margo some. Quentin fica obcecado em encontrá-la e passa a seguir pistas deixadas pela própria Margo para descobrir onde ela está. Com ajuda dos amigos o garoto acaba embarcando em uma longa viagem em busca de Margo, tudo isso tendo que voltar a tempo de ir para o baile de formatura da escola.


"Margo gostava de mistérios. Gostava tanto, que tornou-se um"

As frases de efeitos são algumas das coisas que fizeram com que Cidades de Papel conseguisse me cativar tanto. Daí vem a fotografia e a trilha sonora que são impecáveis. É mesmo de encher os olhos (e os ouvidos, no caso da trilha). Depois o fato de que eu simplesmente amo filmes sobre colégio e filmes de roadtripe. E John Green conseguiu juntar as duas coisas incrivelmente bem.




Cara Delevingne, a atriz que interpreta Margo, se saiu muito bem. Eu consegui sentir toda a essência de mistério e de "eu não sei o que fazer da minha vida" que a personagem pretendia passar. E isso é uma das coisas que torna o filme tão diferente de tantos outros por aí. É engraçado ver que a "Queen B" da escola não é a garota fútil, líder de torcida e que adora humilhar os outros. Margo é diferente, como Quentin tanto faz questão de ressaltar.

O filme consegue perfeitamente deixar a mensagem de que se deve viver intensamente e arriscar-se ao máximo que puder. Tudo isso ao lado de bons amigos, para existir alguma coisa boa para lembrar e para mais tarde pensar “caramba, aquela foi a melhor época da minha vida”, principalmente pra quem ainda tá na escola como os personagens do filme. Geralmente é uma das melhores épocas, e não se pode apenas passar por ela. Temos que levar algo de lá, ter algo para nos orgulhar, sejam status, amores ou amigos. Essa é outra mensagem que o filme passa.

A única coisa que me incomodou no filme todo foi o fato de o Quentin ser um BABACA quando quer. Depois de toda aquela aventura e as experiências incríveis que viveu com os amigos, ele simplesmente abre a boca pra dizer que tudo aquilo não valeu de nada se ele não encontrar a Margo. Chega a ser obsessivo esse sentimento dele. Fiquei feliz que no fim ele aprendeu que o seu milagre não era uma paixonite de infância, mas sim os amigos que vai levar pelo resto da vida.

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