5 Motivos Para Assistir The Fosters

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The Fosters está na sua 5ª temporada e narra a vida de Lena e Stef, um casal inter-racial com cinco filhos: Callie, Jude, Mariana, Jesus e Brandon, o único biológico. A rotina da família muda completamente com a chegada de Callie, trazida de um reformatório por Lena. Quando Brandon se vê apaixonado pela irmã adotiva, a vida da família fica ao avesso. Ao mesmo tempo, Jude se descobre gay e Mariana tenta cada vez mais se sentir inclusa, seja procurando a mãe biológica, entrando para o grupo de dança do colégio ou negando suas origens latinas. A série é dirigida por Jennifer Lopez e segue mostrando os dramas de cada personagem e como eles se cruzam dentro dessa família. Ficou curioso? Dá uma olhada nos cinco motivos que vão fazer você assistir (e amar) a série!

LGBTs


Muitas vezes a representatividade LGBT fica restringida apenas ao "G" da sigla, mas The Fosters não faz feio e mostra que as outras letras estão aí sim. Além de Jude, irmão de Callie que se descobre gay ainda na infância, e os diversos namorados (como Connor, Jack e Noah) que ele acaba tendo, temos também o casal lésbico de protagonistas (com diversas outras representatividades lésbicas ao decorrer da série) e também personagens transexuais que vão aparecendo ao longo das temporadas, como Cole e Aaron (que são interpretados por atores realmente transexuais). Os LGBTs não são tratados como casos isolados e a série mostra que estão aí, em suas diversas formas.

Representatividade


Além de ter Lena e Stef, um casal de mães já como protagonistas, a série vai além da representatividade LGBT e traz também a representatividade racial. A série possui um casal de gêmeos latinos e diversos personagens não brancos, como Lexi, que também é latina e melhor amiga de Mariana, além da própria Lena, que é birracial, e sua mãe Dana, negra de pele escura. A representatividade feminina também é apresentada, seja abordando o preconceito que Stef enfrenta no meio policial, ou pelo preconceito que Mariana enfrenta sendo uma das poucas meninas na turma de robótica.

Desenvolvimento dos personagens


Sem dúvida alguma The Fosters é mestre em Character Development. O lado psicológico dos personagens é trabalhado episódio a episódio e é perceptível uma clara evolução em seus comportamentos. A demora para uma mudança significativa acontece, claro, mas isso se dá devido a requeza de detalhes e situações que são colocadas para que os personagens cresçam. De todos eles, a Mariana e seu crescimento pessoal são os meus preferidos. Ela é real porque tem essa sede insaciável de se encaixar e acaba por cometer alguns erros no meio do caminho para conseguir isso, o que faz com que ela termine por aprender da pior forma possível o que realmente é importante para ela.

Desconstrução


Quem chega desavisado e se depara com todos esses temas importantes sendo abordados, mesmo que de início relute, com certeza sai com a mente um pouquinho mais aberta. Os temas começam a ser tratados de forma sutil e de repente você já está envolvido por eles, entendendo pelo o que o personagem está passando e torcendo por ele.

Temas importantes


Além de abordar as pautas do movimento feminista, negro e LGBT, a série trata de outros temas importantes, como aborto, alcoolismo e o sistema adotivo americano, que são amplamente explorados ao decorrer da série. A luta judicial da família biológica de Callie com sua família adotiva e os interesses públicos e privados por trás do sucateamento do sistema adotivo são algumas das formas em que o sistema é abordado.

Mais do que tudo isso, The Fosters é uma série que questiona os modelos tradicionais de família e que põe em pauta as diversas formas de amor. Ficou convencido? Agora é só correr pra Netflix e pegar a pipoca.

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